Autora: Thais Lopes
Páginas: 447
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Abrace as sombras ou caia sob a tempestadeViver em Tyhai significa temer o anoitecer e os monstros que vêm à superfície junto com a escuridão: os kelam, seres com algo de humano e muito de pesadelos. Os responsáveis por manter os humanos presos na ilha, ao mesmo tempo em que envenenam tanto o mar quanto a terra.Para Veryn, odiá-los é fácil: ela já viu o resultado dos ataques dos kelam vezes demais - e perdeu seus pais em um deles. Mesmo depois de ter sido enviada como um sacrifício para os deuses e voltado como uma pária, o inimigo real sempre esteve claro.Até ela ser emboscada por um dos monstros e perceber que talvez não seja tão simples assim.Azor nunca imaginou a possibilidade de se aliar a uma humana. Mas, com o mar sendo envenenado lentamente e os kelam desaparecendo, ele não tem outra opção. Trabalhar com um dos seus inimigos é sua única chance de salvar seu reino – e sua irmã.Para sobreviver, Veryn precisa estar disposta a trair os outros humanos. Para proteger os seus, Azor precisa entregar seus segredos a uma inimiga. Mas, para salvar o seu mundo, eles precisam estar prontos para a dar a vida um pelo outro..
Tyhai: Nas Garras do Kraken é um livro no mesmo mundo de Aymeria da Thais Lopes, e é uma romantasia com kraken
📖Leia também a resenha de: Mirkra
Veryn não é a pessoa mais querida em Tyhai, ela foi mandada como sacrifício para os deuses e voltou viva, assim hoje fazem com que ela seja a responsável para acender as tochas no litoral todas as noites para evitar os ataques dos kelam, seres dos mares que mantém os humanos presos na ilha e também aqueles que foram os responsáveis pela morte dos pais dela.
Azor é um líder dos kelam e está tendo alguns problemas, o principal é notar que tem um pessoal seu sumindo, e aparentemente a melhor resposta está em Veryn, que parece ter algum tipo de poder na cidade e também o impactou anos atrás ao ter visto ela se livrando de um kelam.
Não vou nem tentar explicar direito, mas a ambientação de Tyhai mesmo variando bem entre a cidade da Veryn e a do Azor, não consigo ler imaginando como uma leitura praiana que é a cara do verão, vejo como uma leitura de mar com água geladinha que combina com qualquer uma das outras três estações.
Sabia que o livro prometia um slow burn, mas o slow tá caprichado viu? As coisas vão escalando bem devagar mesmo e é uma história com pouco hot comparando com outras histórias, e ainda assim o Azor consegue entregar uma energia de emocionado.
Nesses livros que se passam em Aymeria (Nilue, Mirkra e Tyhai), há trechinhos que incrementam o papel das lendas/entidades nesse mundo e eu acho um saborzinho delicioso esse detalhe, aqui conversando diretamente com a cultura deles de seguir o Senhor do Fogo e a Senhora da Noite.
Inclusive nesses trechos tem até conexão com o sistema de magia apresentado na trilogia Entre os Véus, que se você fanficar o suficiente consegue imaginar o Azor comendo um espetinho de queijo coalho em Lua Aul.







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