Tradução: Jorio Dauster
Editora: Biblioteca Azul
Páginas: 352
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: O retrato de Dorian Gray (1891) é um anúncio do século XX e da modernidade, pelo qual Oscar Wilde pagou um preço caro ― além de sofrer censura, viu sua obra-prima usada como “prova” contra si no processo de “flagrante indecência” que o levou à prisão.Nesta edição, Nicholas Frankel, organizador e autor das introduções e das notas, reconstitui o romance a partir do original datilografado ― ou seja, eliminando toda a censura que o livro sofreu até que chegasse ao público, e constrói pela primeira vez a versão que Wilde gostaria que estivéssemos lendo hoje.Essa espécie de mito de Fausto tornou-se um clássico da literatura mundial pelo refinamento da escrita e pela universalidade do tema. Com uma destreza de estilo ímpar, Wilde cria frases lapidares com um humor ácido e um olhar astuto, criticando ferrenhamente a hipocrisia de uma sociedade que passava por transformações muito rápidas.
Não sei de detalhes das diferenças entre a versão censurada e a não censurada de O Retrato de Dorian Gray, mas sei que essa edição que li é não censurada e li da editora Biblioteca Azul por uma recomendação que vi no Twitter faz muito tempo e não sei dizer o @. Então só estou na posição de dar o conselho de buscar uma edição não censurada, pois dá para ter uma ideia geral de porquê títulos são censurados e eu pelo menos nunca vejo isso como impedimento para ler.
O Retrato de Dorian Gray está em um nível médio de rebuscamento se for comparar com outros clássicos que já li, o que impediu de ser uma leitura de uma sentada, mesmo sendo uma história meio curta (existem edições dele na casa das 200 páginas), então quem já é vacinado para leituras com lirismo nem deve sentir tanto.
Gosto de leituras de livros clássicos quando já sou familiar com os personagens, geralmente por causa de séries ou filmes, mas o caso dessa leitura eu era familiar com os personagens por causa de memes no Twitter e Tumblr (sim ainda uso, pois é fonte de conteúdo para fandoms específicos), e foi muito boa essa impressão dos personagens, pois eu já ia lendo cínica com o safado do Dorian desde o início.
Tem horas que a gente se vê na situação de concordar com gente chata (entenda como crítico que fica girando taça de vinho e argumentando com palavras de seis/sete sílabas), sobre narrativas que não são mastigadas para o leitor, pois O Retrato de Dorian Gray vai nessa linha e foi um frescor, nas minhas leituras.
Gosto do debate da corrupção da alma no livro, mas o que mais me pegou nessa história foi o papel da arte nela, e não estou falando do retrato em si ou sobre o pintor, mas sim no capítulo que menciona os itens que o Dorian vai colecionando, pois acredito que isso conversa muito com a questão do livro ser censurado.














