Voices That Count
A Comics Anthology by Women (uma antologia em quadrinhos feita por mulheres)
Tradução (esp//ing): Diego Jourdan Pereira
Páginas: 128
Editora: IDW Publishing*
Avaliação: ⭐⭐⭐(3,5)
Sinopse traduzida: Trazida à vida por uma série de criadores talentosos, esta antologia em quadrinhos disseca o que significa ser uma mulher no mundo hipermasculino de hoje.VOICES THAT COUNT é uma coleção de quadrinhos curtos que celebra as mulheres. Impresso em inglês pela primeira vez, esta coleção em espanhol destaca e eleva as vozes das mulheres, coletando suas histórias de vida, amor e empoderamento. Interagindo com tudo, desde as realidades do desequilíbrio de gênero no local de trabalho – através de uma lente invertida de gênero – até padrões de beleza tóxicos que afetam a imagem corporal de meninas, VOICES THAT COUNT oferece às mulheres um espaço para contar suas lutas e triunfos.Nas palavras da artista Ada Diez, “Esta história em quadrinhos mostra a importância de um ambiente familiar de apoio incondicional, a necessidade de uma base educacional correta como um princípio feminista e a chave para lutar por seus sonhos – entender a importância da independência de um indivíduo, esquecendo o que foi estabelecido pelas regras de gênero.”Este volume inspirador e instigante reúne nove histórias de algumas das melhores e mais brilhantes autoras e ilustradoras da Espanha.
Voices That Count é a minha primeira experiência com uma coletânea em formato de quadrinhos, o lance de ter histórias favoritas e outras que não gostei tanto assim permanece e ainda tem o fator do estilo visual, metade delas tem um estilo que estou acostumada ao ler quadrinhos, mas aquelas que fogem disso, se tornando tirinhas ou poemas ilustrados não me agradaram tanto.
A antologia é toda feita por mulheres, cada uma das nove histórias curtas são feitas por uma dupla de mulheres da Espanha diferentes, mas os assuntos vão além da vivência da mulher espanhola, tratando de assuntos diversos sobre o que é ser mulher, seja o empoderamento, o que vivem no dia-a-dia e os padrões tóxicos que as mulheres têm que lidar.
Entre as nove histórias consigo listar 3 favoritas: 24 hours (24 horas), uma história em que uma mulher vive um dia inteiro bem estranho: as mulheres que são maioria em posições de poder (são as chefes, as âncoras de telejornais) e são os homens que levam preconceito no mercado de trabalho, recebendo menos e sendo julgados por qualquer coisa. Empowered (Empoderada), que mostra mulheres com medo de espressarem suas opiniões com medo de serem vistas como bobas, mas a protagonista consegue empoderar aquelas que estão em sua volta para colocarem para fora suas ideias e vontades. Mzungu, que mostra uma mulher que foi pioneira na marinha, mas encontrou a própria vocação a ensinar futebol na Uganda para mulheres e crianças órfãs.
Como falei lá em cima, os estilos não são harmônicos nessa graphic novel, pois há histórias serem contadas no padrão que estou acostumada em ler nos quadrinhos e outras que parecem poemas ilustrados, há também uma história que pode gerar gatilhos, que é a The Bug (o inseto), o traço é o mais adorável entre os presentes nessa coletânea, mas quando mostra a protagonista lidando com anorexia e bulimia a ilustração fica bem grotesca e muda totalmente a paleta de cores, dando uma sensação ruim, se tornando um gatilho duplo, pelo tema abordado e o jeito um pouco repugnante de apresentá-lo.
No geral gostei bastante da proposta de Voices That Count e dos temas abordados nele, é uma pena que varie tanto nos tons a cada história contada.
Quem quiser conhecer outras coletâneas sobre as vivências das mulheres: Girlhood • Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes
*E-book cedido em parceria com a editora via Edelweiss.



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