Elenco: Emilia Jones, Marlee Matlin, Troy Kotsur, Eugenio Derbez, Ferdia Walsh-Peelo, Daniel Durant, Amy Forsyth,
Diretora: Sian Heder
Estreia: 23 de Setembro de 2021
Gênero: Drama, música
Duração: 112 minutos
Classificação: 14 anos
Disponível em: Amazon Prime (era para ser no Appletv+ né...)
Sinopse: Ruby é a única pessoa que não é surda em sua família. Ao mesmo tempo em que enfrenta os dilemas da idade e a responsabilidade de ser a intérprete da família, Ruby descobre seu talento musical. Em meio a dificuldades nos negócios da família, se vê dividida entre seguir sua paixão pela música em outra cidade e o medo de deixar os pais.
Filmes que a fã de filmes que exalam o clima do Festival de Sundance ficou satisfeita demais
Ruby Rose é a única de sua família que não é surda, assim desde pequena ela é a intérprete da família, sendo importante até no negócio da família, em que eles trabalham com pescaria, e ela acaba sendo peça chave na negociação em que a chefia está cada vez mais injusta.
Nem tudo são flores na escola, em que ela vítima de bullying por ter o cheiro da peixaria e ser filha de pais surdos, mas em um ato de coragem (e com leve motivação do crush) ela entra no coral da escola no seu último ano, já que sempre gostou de cantar - ah, a ironia do destino - e o seu talento chama a atenção do professor rígido, que a faz repensar os seus planos para o futuro, que pareciam que já estavam decididos.
Esse filme trouxe várias coisas que gosto em filmes e ficou fácil para ele entrar entre os meus favoritos de 2021, das coisas que Giovana gosta em filmes™, No Ritmo do Coração possui: uma história coming-of-age (história de amadurecimento, que geralmente tem protagonistas entre 17 e 21 anos), paixão pela música, boas relações familiares e o famigerado clima de filme independente.
Eu como fã do filme Sing Street e também como uma alma que fica de olho nos filmes que foram elogiados no Festival Sundance - No Ritmo do Coração ganhou como Melhor Filme pelo público e pelo júri -, saí muito bem servida por aqui, por coincidência o mocinho é o mesmo de Sing Street (Ferdia Walsh-Peelo), e gostei bastante de como foi trabalhada a paixão pela música.
Quando assisti a série This Close notei como a língua de sinais pode ser bem expressiva e também é só colocar nas mãos certas que dá para render cenas bem divertidas com ela, e aqui seguiu na mesma linha, em que uma piada muito boa feita pelo pai da protagonista no início do filme dita duas coisas importantes sobre o filme: o papel da relação da família na história e que será uma história divertida de acompanhar.
Manteigas derretidas de plantão: as chances de lavar os olhos de dentro para fora ao assistir são muito boas, o passarinho tem que abrir as asas e voar sabe?
Curiosidades:
- A sigla CODA vem de Children of Deaf Adults (filhos de adultos surdos)
- O filme é a versão americana do filme francês La Famille Bélier (A família Bélier)
Já que eu me empolguei nas menções de séries e filmes que me lembraram do filme, segue a lista organizada:
Protagonismo surdo:
- O Som do Silêncio (filme), This Close (série)
Filmes coming-of-age com muita música:




