Editora: Faro editorial
Páginas: 272
Avaliação: ⭐⭐(2,5)
Sinopse: "Uma história inesquecível sobre adolescentes que escolheram acreditar no que sentiam. Você vai se emocionar" - Bruna Vieira, autora do Depois dos quinze.Um garoto sofreu com um acontecimento terrível.Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia.O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriria para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre!Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas.Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes!
Em formato de diário e cheio de desabafos, O Garoto Quase Atropelado é o livro de estreia de Vinícius Grossos, que hoje tem várias obras publicadas, incluindo Não Foi Por Acaso que tem resenha aqui no blog.
A história segue "o garoto quase atropelado" que depois de um grande acontecimento terrível em sua vida que atrapalhou até como ele se sentia em fazer novas amizades, começa a escrever um diário por conselho de sua terapista, vendo o dia-a-dia dele conhecemos a sua dinâmica familiar e o seu ponto de virada é quando ele conhece um grupo de amizades que vai fazendo parte aos poucos.
Quando eu li Não Foi Por Acaso - título mais recente do Vinícius Grossos - já tinha lido algumas páginas de O Garoto Quase Atropelado, mas ele estava meio esquecido na estante por não estar gostando muito do jeito que estavam indo as coisas, mas já que eu adorei Não Foi Por Acaso me dei o trabalho de finalizar esse livro, lendo a história com outros olhos, e pelo menos a escrita foi fluida o suficiente para eu finalizar sem muitos problemas.
O Garoto Quase Atropelado trata de diversos temas relevantes (suicídio, homofobia, abuso sexual e bulimia), mas eu não senti carinho nenhum na forma que tudo isso foi abordado. No círculo inseparável de amigos às vezes era tratado como um espaço seguro contar com eles para desabafar e serem eles mesmos, mas em outros momentos isso era usado para criar conflito desnecessário entre eles, além de ter uns pontos tóxicos nas amizades e os quatro foram os chatões do local mais de uma vez (tem uma cena numa lanchonete terrível).
O jeito do livro me lembrou bastante das histórias do John Green que fizeram sucesso no início da década passada (em especial "Quem é Você Alasca?"), então quem não pegou ranço de histórias desse jeito pode ter uma experiência de leitura melhor que a minha.
A edição é bem caprichosa, foi com esse livro que descobri que os livros da Faro editorial costumam ter folhas grossas, e gostei do capricho da segunda e terceira capa, além das ilustrações presentes perto do final do livro, que são relevantes para o enredo.




