Autora: Thais Lopes
Editora: -
Páginas: 550
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐(4,5)
Sinopse: Desde o começo, a guerra era inevitável. O destino que Nevra e Ekerion tentavam evitar, inescapável.Nevra, forçada a assumir o cargo que tanto lutou para evitar, agora precisa tomar frente em um conflito no qual não acredita. Ekerion, novamente sob as ordens daqueles que o traíram antes, tem a sua chance de vingança nas mãos.Mas as margens do rio continuam ruindo. O equilíbrio delicado que mantinha a magia estável foi quebrado e a nova instabilidade pode destruir muito mais que qualquer batalha.Nevra e Ekerion sabem que conseguem trabalhar bem juntos. Mas se quiserem salvar seu mundo, apenas trabalhar não será suficiente. Eles precisarão confiar... E entregar suas vidas nas mãos um do outro.
Livro do Poder é a conclusão da duologia Rio de Sangue e Magia da Thais Lopes, que são livros de alta fantasia com uma dose de romance e uma dose ainda maior de tretas.
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Dois anos após os eventos de Livro da Ilusão, Siva e Ikrisa estão em conflito por conta dos eventos do livro anterior, e Nevra e Ekerion estão em posição de poder mesmo sem quererem, e serem peões desse conflito é que está tendo, já que as coisas não andaram como eles imaginavam. O rio ficando em ruínas os obriga a unirem forças novamente, o que não é um problema quando pararem de tentarem se matar.
O Livro da Ilusão terminou com um cliffhanger maroto e o Livro do Poder não segue imediatamente os acontecimentos do livro anterior, mas o negócio já chegou chegando, no primeiro capítulo explica o que rolou e à partir do segundo capítulo o povo já está quase se matando. Ainda por cima a treta vai se agregando nos capítulos iniciais, um trás o pavio, outro a gasolina, outro vem com as pedras, nota 10 no quesito caos.
O Livro do Poder trabalha um pouco com a questão de que a história pode ser manipulada por questões de poder (e se for pensar que tinha muito de história apenas oral aí pronto), além da manipulação feita para não ser um problema futuros conflitos, já que a população passa o pano para eles, pois acaba sendo a favor do que nasceram acreditando há gerações.
Nessa duologia o romance é slow burn (e enemies-to-lovers!! Só clichê bom), e teve menos cenas picantes do que eu imaginava que teria na continuação, mas enquanto no início do livro fica as coisas ficam mais nas sutilezas vindas da proximidade forçada, é bem gostoso que ficou bem claro quando vira a chavinha para os dois ficarem com os quatro pneus arriados durante o livro, em que qualquer ação ambos ficam ficam fazendo uma análise que renderia 50 páginas no PowerPoint.
"Eu teria feito isso ser minha vingança. Ter a vida que tentaram garantir que eu nunca teria." capítulo 34, Livro do Poder - Thais Lopes
Eu sou chata com ritmo de histórias que são desenvolvidas em uma duologia (geralmente fico reclamando que poderia ser uma trilogia ou que a resolução da situação do mundo ficou muito rasa), mas com Rio de Sangue e Magia não tive esse problema, deu para entender bonitinho o funcionamento dos reinos que lidam com a magia e qual o caminho da solução da treta, além de não ter sentido que poderia ter sido esticado para mais livros.






