Editora: Duplo Sentido Editorial
Páginas: 190
Avaliação: ⭐⭐⭐
Sinopse: Hoje em dia quase ninguém mais usa cartas para se comunicar, muito menos para conhecer alguém novo. Certa noite, porém, após se deparar por acaso com um diário de sua falecida tia Sebastiana, Ariel encontrou nas missivas uma maneira de desabafar os sentimentos conflituosos que esse achado provocou em seu coração. O que a jovem universitária não esperava era que essa carta seria despachada através dos Correios para seu endereço de infância, que ela escrevera inocentemente no verso do envelope onde seu desabafo estava guardado. Também não imaginava que haveria alguém naquele endereço que não apenas receberia, como leria e, ainda por cima, responderia a carta.Amora é a atual moradora do antigo endereço de Ariel, localizado em Sargentinhos, uma cidade litorânea. Apesar do estranhamento e desconfiança que sentiu ao receber uma carta vinda da cidade de Santa Rosa, a jovem vestibulanda leu e respondeu às longas linhas confidenciais de Ariel, alertando-a de que não havia nenhuma Sebastiana morando ali. Mesmo com isso esclarecido, as duas continuam a trocar correspondências e, aos poucos, constroem uma forte amizade, mesmo sem nunca terem se visto pessoalmente antes.Mas, afinal, o que estava escrito no diário de tia Sabastiana que deixou sua sobrinha tão angustiada? Quem enviou a carta de Ariel? E ainda, Amora e Ariel nunca vão se encontrar pessoalmente? Essas e outras perguntas são respondidas através das 38 cartas que formam Oceano de Tilápias, romance epistolar de Ana Yassuda e Audrey Matsumoto. Recheado de humor e muitas metáforas marítimas, esse livro com certeza irá te emocionar.
Oceano de Tilápias é uma ficção epistolar de Ana Yassuda e Audrey Matsumoto, em que eu já era familiar com o trabalho da Ana, que tem bons trabalhos de histórias mais curtas.
📖Leia também as resenhas de outras histórias da Ana Yassuda: Uma Monografia Sobre Engarrafamentos • Pão de Beijo
Quando a universitária Ariel encontra o diário de uma tia falecida ela fica com receio de ler os escritos e decide escrever uma carta para a tia em busca de desabafar como vai indo a sua vida no ano novo, porém a carta é misteriosamente despachada para o antigo endereço da tia e ela recebe uma resposta.
O remetente é uma adolescente vestibulanda chamada Amora que é bem curiosa e que com um tom ligeiramente de coice diz que não existe nenhuma senhora chamada Sebastiana que more naquele endereço, e é assim o começo da troca de cartas entre duas jovens em pleno século 21.
Oceano de Tilápias é uma história no formato de cartas e o estilo da linguagem sério demais me incomodou bastante, mesmo esse ponto sendo argumentado em uma carta mais para frente da história, é um estilo muito engessado para duas jovens atuais e de acordo com as minhas memórias (poucas, mas existentes) de aulas de estilos textuais da época da escola, a carta não precisa ser o maior poço da formalidade se não está sendo dirigida para alguma autoridade. Se não fosse os post scriptum tratando de coisas mais bestas entre as duas, eu ia achar que se tratava de duas juízas (ou desembargadoras) gastando papel sulfite para contar os causos da vida.
É interessante as duas usando tecnologia e depois fugindo da tecnologia para manter um pouco de anonimato nessa troca de correspondências, essa troca que virou um porto seguro para elas conhecerem a si mesmas de forma melhor, em especial a vestibulanda que nem tinha noção do que estudar na faculdade e nem fazia ideia que tinha formigas desenhadas no piso da cozinha!
O formato de cartas é um refresco entre as minhas leituras e mesmo tendo um tom super formal, Oceano de Tilápias ainda consegue ser uma leitura bem dinâmica, com direito a uma bela amizade nascendo do anonimato.





