O Melhor Que Podíamos Fazer - Thi Bui
Páginas: 336
Editora: Nemo
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Esta é uma história sobre a busca por um futuro melhor e saudosismo pelo passado. Explorando a angústia da imigração e os efeitos duradouros que o deslocamento tem sobre uma criança, Bui documenta a difícil fuga de sua família após a queda do Vietnã do Sul, na década de 1970, e as dificuldades que enfrentaram para construir uma nova realidade. O melhor que podíamos fazer traz à vida a jornada de Thi Bui em busca de compreensão e fornece inspiração a todos aqueles que anseiam por um futuro melhor enquanto recordam o passado de privações.
O Melhor Que Podíamos Fazer é uma graphic novel de memórias escrito por Thi Bui, em que foi um projeto pessoal, em que ela fez um esforço para seus pais contarem a história deles, para fazer um retrato completo de tudo o que a família viveu no Vietnã até a vida atual deles nos Estados Unidos.
Gosto de como é uma história que não te deixa triste mas sim pensativo, no primeiro capítulo a minha cabeça já estava fritando com as análises da Thi Bui sobre maternidade e a relação com a mãe dela, e durante a história desenvolve um pouco sobre como foram os partos da mãe, focando mais em como estava a vida da família no momento do que a maternidade em si.
Não sou muito fã de livros de memórias, mas geralmente quando são graphic novels e livros com um formato que lembre revistas (Girlhood que li no início do ano é um bom exemplo) a leitura flui para mim que é uma beleza, e aqui entra bem nisso, além de ter na história um relato íntimo de coisas grandes que ocorreram no Vietnã por décadas, mas mal é abordado nas aulas de história nas escolas, assim a leitura de O Melhor que Podíamos Fazer acabou servindo como uma baita aula.
É difícil explicar esse sentimento, mas O Melhor Que Podíamos Fazer inclusive entra entre as graphic novels que eu tive um sentimento de história mais redonda, mas não do tipo que não há falhas no enredo ou tem um final perfeito, mas que me passou um clima redondinho, um exemplo que eu posso dar que tive a mesma sensação é a duologia Wires and Nerve da Marissa Meyer.
Eu sou acostumada a ler os quadrinhos da Editora Nemo por e-book (mais especificamente os do Kobo), e essa é a minha primeira experiência com físico, achei a capa um pouco mais molinha dos que livros brochura padrão e a tinta das folhas tem um cheiro que incomodou um pouco no início da leitura, mas de resto eu gostei bastante da edição, que tem detalhes até na segunda e terceira capas.



