Tradução: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte*
Páginas: 400
Avaliação: ⭐⭐⭐(3,5)
Sinopse: Da autora de Vermelho, branco e sangue azul, um romance onde nada é impossível – inclusive se apaixonar por alguém de outro tempo.Aos vinte e três anos, August Landry tem uma visão bastante cética sobre a vida. Quando se muda para Nova York e passa a dividir apartamento com as pessoas mais excêntricas ― e encantadoras ― que já conheceu, tudo o que quer é construir um futuro sólido e sem surpresas, diferente da vida que teve ao lado da mãe.Até que Jane aparece. No vagão do metrô, em um dia que tinha tudo para ser um fracasso, August dá de cara com uma garota de jaqueta de couro e jeans rasgado sorrindo para ela. As duas passam a se encontrar o tempo todo e logo se envolvem, mas há um pequeno detalhe: Jane pertence, na verdade, aos anos 1970 e está perdida no tempo ― mais especificamente naquela linha de metrô, de onde nunca consegue sair.August fará de tudo para ajudá-la, mas para isso terá que confrontar o próprio passado ― e, de uma vez por todas, começar a acreditar que o impossível às vezes pode se tornar realidade.
Última Parada e o romance sáfico recém lançado da Casey McQuiston, autora do hitzinho do TikTok: "Vermelho, Branco e Sangue Azul".
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August chegou em Nova York procurando um refresco na sua vida, em especial com a vontade de fugir das investigações da sua mãe, mesmo sem querer se apegar tanto, ela vai se enturmando com o pessoal que divide o apartamento. E Nova York tem outras surpresinhas para ela: na linha Q do trem ela conhece Jane, e o tanto de vezes que elas se encontram no vagão tem um motivo: a "bofinho" de jaqueta preta está presa na linha e pertence a outro tempo, e a sua veia investigativa quer ajudá-la a todo custo.
Eu tenho um fascínio por histórias com loops temporais e viagem no tempo, em especial nos filmes e séries (no caso das séries tenho várias séries com viagem no tempo queridinhas, e quando tem nelas episódios com loops temporais é o momento da minha alegria de fangirl), por mais que o conceito seja interessante por aqui - a Jane presa em uma linha de trem -, e eu não fiquei tão empolgada nesse ponto durante a leitura.
Última Parada entrou entre as leituras que me empolgaram demais durante o desenvolvimento do romance, antes das declarações e pegações, e ficou mais morno para mim depois que isso ocorre, eu mantenho um caderninho com as histórias que ocorreram isso? Não, mas ele está na lista que não está escrita.
Durante o desenvolvimento o trem parecia um personagem coadjuvante mais vivo e divertido e depois foi perdendo a graça, ao menos o que manteve a minha diversão do início ao fim foram os "spotted" presentes nos inícios de capítulo, que eu adorei a mudança tecnológica sendo refletida neles.
Sobre os personagens, eu senti que gostei mais deles como um todo do que cada um por si, uns estão mais resolvidos no amor só que perdidos no trabalho, outros são mais caóticos no amor, pois as neuras da cabeça não estão de acordo com o coração e por aí vai, mas todo mundo se ajuda e ajuda os outros com a maior quantidade possível de glitter que pode ser vista fora de um carnaval.
Eu li Vermelho, Branco e Sangue Azul em inglês e foi logo próximo ao lançamento, então é um ponto que não dá para eu comparar (por conta da memória e diferença dos idiomas que li), mas notei que Última Parada não é um livro de tom adulto só por conta das cenas hots, que ainda por cima entram no dilema de que tem menos do que eu imaginava que teria e a forma que é conduzida a história poderia não ter nenhuma, mas o tom adulto também está presente no jeito da escrita, em que a autora não segurou a mão em relação à palavrões e expressões mais "chulas" aparecendo direto nos diálogos.
Última Parada me divertiu, mas fiquei com a sensação que eu poderia ter recebido mais na história, já que ela possui uns bons temas que me chamam a atenção.
*E-book cedido em parceria com a editora via Netgalley












