Título original: Elvis
Elenco: Austin Butler, Tom Hanks, Richard Roxburgh, Helen Thomson, Olivia DeJonge, Dacre Montgomery, Yola, Kelvin Harrison Jr.
Diretores: Baz Luhrmann
Estreia: 14 de Julho de 2022
Gênero: Drama, música, história
Duração: 159 minutos
Classificação: 14 anos
Disponível em: HBO Max
Sinopse: A história de vida de Elvis Presley vista através do relacionamento complicado com seu empresário enigmático, o coronel Tom Parker.
Elvis conta a história do rei do rock vista pelos olhos de seu empresário, o coronel Tom Parker (interpetado por Tom Hanks), que narra o filme desde o magnetismo automático que o coronel sentiu na primeira apresentação que ele assistiu até a sua última, com muita roubalheira por trás e vários gritos ensandecidos da audiência dos shows no meio do caminho
Não conheço todo o trabalho de Baz Luhrmann, mas gosto bastante de Moulin Rouge com todos os seus exageros e senti que ele abusou desse ponto no início do filme para marcar o território e deixar claro para todo mundo que assistir Elvis que se trata de um filme dele, o Baz Luhrmann dirigiu e co-escreveu (junto com Jeremy Doner e Sam Bromell) o filme.
Há muitos detalhes gráficos, a câmera passeia demais e há muitas cenas com durações de segundos para mostrar reações do público ao ver Elvis Presley pela primeira vez, é um: *mulher gritando* troca de cena, *chacoalhadinha da perna esquerda do Elvis* troca de cena, *empresário embasbacado* troca de cena, o diretor faz o que pode no início para garantir que você vai ficar atento nas 2 horas e 40 minutos de filme.
O magnetismo do Austin Butler quando estava no palco cantando era um negócio absurdo de bom, um negócio daquele ao vivo na minha frente eu gritaria e jogaria calcinhas (Wando intensifies) DA MESMA FORMA, a presença de palco dele era de milhões literalmente. Quando saiu a notícia do filme e quem iria protagonizar eu não botava fé na caracterização, mas não teve como eu sair mais satisfeita com o resultado, em que mesmo que eu me esforçasse enquanto assistia, eu não conseguia desassociar o Austin Butler caracterizado com o Elvis Presley real.
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| ninguém nessa plateia (nem nas outras) estava errado ao gritar por ver o Austin Butler caracterizado de Elvis no palco!!! |
O sotaque do Tom Hanks como o coronel me incomodou um pouco, especialmente quando ele estava em tela torando de maquiagem, mas ao menos na narração (o filme é narrado em boa parte por ele) isso era bem mais tolerável.
As músicas presentes na trilha sonora do filme não são apenas as originais do Elvis Presley, e ainda bem que algumas séries de tv como Las Chicas del Cable e Dickinson me prepararam para não me assustar mais ainda com o Elvis andando na Beale Street ao som de Doja Cat. Eu tinha gostado bastante da música do Måneskin para a trilha e é uma pena que apareça somente na hora dos créditos finais.
O filme não se aprofunda muito nas polêmicas envolvendo Elvis Presley, o que ele consome não é abordado de forma pesada, e fala de forma bem discreta que ele quando adulto se envolveu com uma adolescente e se casou com ela, a Priscilla Presley. Gostei da forma que foi mostrada as influências da cultura negra para o Elvis, pois ele é considerado o rei do rock, só que o gênero nasceu à partir de gêneros musicais que são puramente cultura negra.
Terminei o filme prontíssima para comemorar como se fosse gol na Copa do Mundo a cada prêmio que o Austin Butler ganhar como melhor ator na temporada de premiações que está por vir, um beijo para o Baz Luhrmann por essa escolha (e um tapa por achar uma boa ideia o formato de narração).




