Autora: Thais Lopes
Editora: -
Páginas: 586
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Desde tempos imemoriais, a linhagem de Táiran guarda Ionessen. Seja como guerreiros ou conselheiros, eles são idolatrados, temidos… E odiados. Duas guerras e séculos manipulando as pessoas ao seu redor lhes deram mais inimigos que aliados e um novo conflito pode derrubar tudo que lutaram para proteger.Para a Arqui-Guardiã Krisla Táiran, o que está acontecendo é uma repetição do começo das guerras do passado. Sozinha e sendo caçada, ela só tem uma opção: confiar no assassino que salvou sua vida, mesmo que Tervan seja o oposto de tudo o que ela se tornou. E quando o dom da previsão só mostra morte, eles precisam criar a possibilidade de um futuro não só para eles – mas para toda Ionessen.
Protetora é o terceiro livro do arco dos Guardiões, uma série de quatro livros no mundo das Crônicas de Táiran, uma série de romances no espaço de Thais Lopes.
Os preparativos para a guerra com a Coligação ficam mais urgentes quando colocam os keryl - que tinham fama de assassinos bem eficientes - para matar Krisla Táiran, que poucos sabem qual a sua herança e o seu papel para garantir um futuro para a galáxia, e quem a salva de uma morte certa é Tervan e sua irmã, que também são keryl.
Fugindo de emboscadas e reafirmando alianças feitas nos volumes anteriores, Krisla Táiran vai costurando um plano para garantir um futuro que se possível seja melhor do que o que ela viu em suas previsões.
Tinha dito na resenha de Sentinela que aquele título poderia ser lido muito bem como um livro solo, pois poucas coisas terminaram em aberto, mas com Protetora as coisas ficam bem diferentes, já que lida com uma ameaça que chegou chegando na reta final de Vigilante e tem uma brecha importante para o próximo volume que fecha essa saga dos Guardiões.
O romance é menos "iti mamãe" que Vigilante, mas gostei de como é algo que começa irritando o Tervan e a Krisla anda meio arisca, por conta de tudo o que já vivenciou. Os poderes da Krisla são bem utilizados durante todo o volume, em que as previsões são importantes em todas as reuniões, além de ela estar sempre à beira do desgaste por estar vivendo uma situação atrás de outra que precise muito dela.
Revisitando as Crônicas de Táiran
Essa é a segunda edição do livro e o princípio das mudanças seguem o mesmo rumo dos volumes anteriores: a inclusão de um segundo ponto de vista. Não tinha muitas memórias da primeira versão, em que eu lembrava mais que considerava a Krisla uma geladeira portátil, questão ainda muito válida, a conta de energia das naves deve vir baratinha quando ela está à bordo, já que não precisa ligar o ar condicionado (e se for considerar que ela ainda tem o poder de fazer vários looks com uma roupa só, dá para chamá-la de Miss Sustentabilidade de boas) e o Tervan um grande sorrateiro, por ter conseguido segurar por várias páginas um segredo besta.
Então li com todo um frescor o passado e as motivações da Krisla e como ela carrega o papel de ser um símbolo e alguém que já viu e lutou demais, e tem um quote que simboliza muito bem a visão dela de mundo:
—As histórias falam sobre batalhas épicas, sobre heróis e heroínas. Glória, superação, destino... Tudo isso é mencionado mais de uma vez. E nada é verdade —comecei. —Não existe glória, não existe honra, não existe superação. Dizem que é a esperança que vence uma guerra. Que todos devem se lembrar de casa, daqueles por quem lutam e que te esperam. Mas na verdade você luta até a esperança acabar, até o medo deixar de importar, até que resta apenas o desespero. O vazio. E ainda assim você luta. Você olha ao redor e vê que aqueles que estavam ao seu lado já caíram e que você está pisando no sangue deles.
Estou bem curiosa para conferir novamente os "novinhos" na conclusão dessa série, para ver com olhos mais jovens o andar dessa guerra apresentada nos primeiros volumes.

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