Oblivion - Fabricio Martins
Ilustração: Laura Jardim
Páginas: 128
Editora: -
Avaliação: ⭐⭐⭐
Sinopse: Anna é uma pessoa normal.Tem poucos amigos verdadeiros, uma família que não a entende completamente, um trabalho repetitivo que seria até suportável se não fosse um chefe terrível e tem bem menos dinheiro do que gostaria.Tudo normal, certo?Mas ultimamente tudo parece pesar mais. Um desânimo persistente e tristeza começou a acompanhar Anna.Mas uma solução acaba de surgir: o apagamento da memória.Centenas de pessoas já usaram esse procedimento cirúrgico para esquecer lembranças e traumas ruins. O processo é caro, mas existe uma solução mais barata: um apagamento geral de todas as lembranças. Mesmo ainda assim, cada vez mais e mais pessoas procuram o tratamento para reiniciar sua vida.A história segue nossa protagonista, enfrentando bons e maus momentos, enquanto encontra seus amigos, familiares e colegas de trabalho, sempre refletindo sobre a pergunta: “E se eu abandonasse tudo para começar de novo?”
Anna está lidando com muitas coisas complicadas em sua vida e saber que uma antiga amiga da época da faculdade a apagou de sua memória a faz se questionar se ela não deveria fazer algo do tipo para ter uma chance de recomeçar tudo.
Desde que traga algum tom de refresco - mesmo que seja só no visual - eu não tenho problemas com histórias que tenham algum elemento bem “Black Mirror”, mas no início de Oblivion quando é apresentado o conceito de apagar parte da memória eu senti que o conceito dessa história estava muito próximo do de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e apagou um pouco a minha empolgação essa história.
| exemplo do interior da graphic novel, página 45 |
Em apenas um momento essa graphic novel é colorida por dentro, sendo em sua maior parte como a imagem acima, achei uma graça o estilo da ilustração e acho que funcionaria bem se fosse do tipo de ter uma cor ou duas no interior como é nos volumes de Heartstopper por exemplo.
Fora a operação para apagar a memória existe só um sinal de tecnologia mais avançada do que vivemos atualmente, o androide voador da Anna chamado Aleph, e ele é o reizinho que rouba o protagonismo para si, servindo muito bem como alívio cômico da história, tendo uma personalidade divertida e uma relação de cão e gato com o gatinho da Anna.
Oblivion traz boas reflexões em relação à saúde mental e as relações que fazemos em geral, não apenas as românticas, como por exemplo, você perderia memórias boas à favor de conseguir apagar as ruins? Se esquecer de pessoas que fizeram parte de sua trajetória, por causa de algo ruim e etc.
O livro é finalista do Prêmio Geek da Amazon, que terá a cerimônia de premiação amanhã.





