Autora: Rachel Vincent
Tradução: Eloise de Vylder
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240
Avaliação: 🌟🌟🌟(3,5)
Sinopse: Em um mundo em que todos são iguais, uma garota se destaca por sair do padrão. Uma história promissora e de ritmo acelerado, escrita por Rachel Vincent, autora best-seller do The New York Times.“Nós temos cabelos castanhos. Olhos castanhos. Pele clara. Somos saudáveis, fortes e inteligentes. Mas só uma de nós já teve um segredo.”Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso.Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma…
Quando a Universo dos Livros lançou Dezesseis eu tinha ficado com interesse, mas não fui atrás já que não estava muito interessada em distopia jovem adulta no momento e depois não trouxeram a continuação para o Brasil, mas já que esse era o único título que me interessou na promoção do e-book gratuito do esquenta Book Friday cá estou com a resenha!
Dahlia compartilha o rosto e todo o seu genoma com outras 4999 garotas em uma realidade que as pessoas nascem em incubadoras com um código genético projetado para ser perfeito, ninguém é instruído a ser orgulhoso ou competitivo, e todos estudam para fazer uma profissão específica por toda a sua vida após ficarem adultos.
Após ser receber o convite para ter um cargo de supervisora ela fica presa no elevador com o cadete Trigger, em que ela começa a sentir coisas que nunca tinha sentido antes, em que ela começa a se questionar se ela é defeituosa por ter tantas sensações dentro dela, e Trigger está sempre no seu radar.
Foi um grande desperdício a editora Universo dos Livros ter retirado o trocadilho do título original do livro, pois ele faz referência ao livro Admirável Mundo Novo: Brave New World com Brave New Girl (que daria algo na linha “Admirável Garota Nova”), pois ambas as distopias são semelhantes quando se trata da concepção ser em incubadoras, e que fique claro que estou sem condições de elaborar muito nas semelhanças dos mundos dos dois livros, pois eu não gostei muito do clássico e faz alguns anos que li ele.
Ainda por cima nessa capa saída diretamente de uma Fashion Week com o subtítulo “Em um mundo em que todos são iguais ela ousou sair do padrão” não ajuda muito para levar a sério a proposta da distopia.
Ao comparar Dahlia e Trigger, que são os únicos personagens que temos algum bom desenvolvimento de personalidade, a autora tinha a faca e o queijo na mão para fazer a Dahlia uma grande tapada, mas eu gostei de como ela consegue ir se virando muito bem nas situações e faz sempre boas perguntas, ela é toda trabalhada nos instintos, já o Trigger é o deus ex-machina do rolê.
Fiquei curiosa se no livro seguinte (é uma duologia) trará boas respostas desse mundo, pois além de em Dezesseis a gente só ter um gostinho do conceito de como estão as coisas lá no finalzinho - esquema digno de se querer ler a continuação para ontem - eu tenho a teoria de que o mundo tem um pézinho do conceito do filme “Onde Está Segunda?”
Para quem devorou as distopias lá pelas bandas de 2014 - em especial títulos como Divergente, Delírio e Reiniciados - e não enjoou (ou já passou o enjoo com livros do tipo), Dezesseis que veio depois dessa onda pode ser uma ótima pedida.




