O Guia do Mochileiro das Galáxias, #3
Autor: Douglas Adams
Tradução: Carlos Irineu da Costa
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
Sinopse: Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O Guia do Mochileiro das Galáxias e O Restaurante no Fim do Universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preto àquela monótona e assustadora rotina.Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: Salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.Este é o terceiro volume da "trilogia de cinco" de Douglas dams, um dos mais cultuados escritores de ficção científic a de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros fundamentais para qualquer um que tenha a capacidade de debochar de si mesmo. Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o Universo e tudo mais.
A minha relação com O Guia do Mochileiro das Galáxias desde o primeiro livro é que pode ter chances de eu pegar o livro para ler, ele não funcionar para mim, deixo ele em banho maria e quando pego novamente acaba sendo uma experiência boa e bem farofenta. Faz uns anos que li os dois anteriores, então não sei opinar continuação de enredos e as jornadas dos personagens, mas já que isso não é o forte do Douglas Adams, isso nem é um problema.
Uma coisa que eu fiquei babando no livro era quando surgia uns capítulos ligeiramente menores que explicava todo um conceito elaborado (que segue a lógica: quanto menos lógica puder abordar, usando metodologia lógica é melhor), que seria abordado no capítulo seguinte de forma totalmente casual, pois além de usar um humor ridículo e você poder seguir a linha de raciocínio.
Fiquei imaginando que dava fácil para as faculdades permitirem que o livro valesse para ganhar horas complementares, pois segue toda uma metodologia científica e tem palavras difíceis em um contexto fácil de pegar e instruiria o estudante a fazer o melhor de dois mundos: saber encher linguiça nos textos e usar termos técnicos de forma descomplicada (ninguém merece sofrer para ler um artigo de 8 páginas!!!).
A Vida, o Universo e Tudo Mais é um livro curtinho com a meta dos personagens saírem de lugar nenhum para lugar algum (não são usados esses termos no livro, mas poderia) e eu fiquei com a sensação que os diálogos nessas situações seguem a mesma energia que séries de tv famosas por terem diálogos rápidos e afiados (como The Newsroom, Gilmore Girls e The Marvelous Mrs. Maisel), em que você confere muita barbaridade em poucas linhas de texto.
A Vida, o Universo e Tudo Mais me fez matar a saudade do famigerado humor britânico e também relembrei do quanto o jeito de Doctor Who até nas temporadas mais recentes (o rolê da rã com a doutora!) é rico em homenagens ao trabalho de Douglas Adams.




