Filmes

Livros

Séries

Vale a Pena Conferir... Cem mil bilhões de poemas (Raymond Queneau)

by - 26.2.25

Vale a Pena Conferir... Cem mil bilhões de poemas (Raymond Queneau)
Esses dias vi uma postagem no Facebook, não é que eu realmente use a rede social, mas tem horas que vejo umas pérolas que me faz acessar, e essa dica de leitura realmente é uma pérola: em 1961 o francês Raymond Queneau publicou o livro mais longo do mundo chamado Cent mille milliards de poèmes (Cem mil bilhões de poemas), acontece que o livro só tem dez páginas, cada uma com um soneto.

Cent mille milliards de poèmes (Cem mil bilhões de poemas) - Raymond Queneau


Em 1961, Raymond Queneau publicou o maior volume de poesia da história mundial, composto por 100,000,000,000,000 de sonetos. Todos os versos compartilham o mesmo padrão de rima e são impressos em tiras, permitindo aos leitores combinar versos de diferentes sonetos.

Essa configuração resulta em um total de 10¹⁴ combinações possíveis, o que significa que o livro contém cem trilhões de poemas únicos. Assim ninguém conseguirá ler o livro inteiro, pois seriam necessários milhões de anos para combinar todas as combinações possíveis de poemas. A terra estaria pegando fogo e a gente lendo o soneto de número 2.000.000.001.

Vídeo que mostra uma impressão do livro Cent mille milliards de poèmes

Buscando mais informações sobre esse poema, vi uma dica de site que traduziu os versos para o inglês - Bevrowe - que tem umas opções bem divertidas, como ler sonetos aleatórios seguindo diversas combinações e também criar o seu próprio soneto escolhendo uma página para cada linha!

Então é claro que brinquei um pouco e segui o fluxo: passar os olhos brevemente pelo texto, escolher um e não ver o resultado que está saindo, e rolou esse soneto:

Vale a Pena Conferir... Cem mil bilhões de poemas (Raymond Queneau)
O lindo jovem ajuda o coração de Hestia a descongelar
estar em um relacionamento é muito melhor do que solteiro
a fruta escolhida tem um tom de cereja brilhante
não há nada tão seco quanto sacos de feijão

Lembrem-se, amigos, daquelas ilhas onde mora seu Friese
sua mente se transforma cada vez mais em melancolia e angústia
um Toscano escreveu a pedra com sua prensa
os gregos e romanos liam e pensavam 'e daí?'

Milord balbuciou de Malibar a Swat
um gato mastiga um pássaro, mas rejeita a chalota
ao voltar para casa, descobrimos que o vento ficou ruim

Ó bardo, suas leituras solo me fazem zombar
nas reuniões, mordiscar nozes e observar o relógio
o escudo de vair ou ou, mas visto brevemente

Comecei o soneto esperando um drama romântico, recebi uma cantiga para ler enquanto escuta alguém tocando alaúde. Já tinham ouvido falar desse livro? E por que choras Chat GPT?

Siga nas redes sociais!
Facebook 📖 Instagram 📖 Twitter 📖 Pinterest 📖 Bluesky

Confira também:

1 Comentários

  1. Oi Giovana, ainda não conhecia esse livro. Adorei a ideia do autor de criar uma grande brincadeira onde não só ele, mas nós também podemos participar assim como você fez nessa combinação.

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    ResponderExcluir

♦ Muito obrigada por comentar, críticas e sugestões são sempre bem vindas!
♦ Dependendo da dúvida fique à vontade para mandar um e-mail (deiumjeito@gmail.com).
♦ Por favor deixe o link do seu blog nos comentários, que em breve retornarei a visita.

Professional Reader Professional Reader