
Red Rising, livro #1
Autor: Pierce Brown
Editora: Globo Alt
Páginas: 468
Avaliação: ★★★★★
Compre em: Livraria Cultura
Sinopse: Fúria Vermelha é o primeiro volume da trilogia Fúria Vermelha, e revive o romance de ficção científica que critica com inteligência a sociedade atual. Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade. 'Fúria Vermelha' será adaptado para o cinema por Marc Forster, diretor de Guerra mundial Z.
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Darrow trabalha como um Mergulhador-do-inferno e faz isso com um certo prazer pois é das primeiras pessoas a estar vivendo em Marte, ele tem que ajudar a preparar o terreno para gerações futuras e ainda por cima trabalha duro para conseguir melhores mantimentos vindos da Terra, mesmo sempre tendo uma supremacia dos Láureos, mas sua vida muda totalmente quando sua esposa Eo conta seus sonhos para com a sociedade e faz uma resistência a seu modo ao governo.
Esse desejo de Eo é vindo por causa que estão de olho em Darrow e suas habilidades para se tornar uma outra coisa na sociedade que vive em Marte, é aí que descobrimos a quantas andam a vida em Marte e no sistema solar. A Terra já colonizou tudo e a vida está indo bem em seus respectivos planetas/satélites naturais, sendo que a sociedade é dividida em cores, desde os vermelhos que são o resto até os Ouros.
LISTA DE CLASSES DE FÚRIA VERMELHAOuros: Membros mais nobres da sociedade. Os mais fortes e belos, orgulhosos e vaidosos. Controlam toda a sociedade.Pratas: Contabilizam e manipulam a moeda e a logística.Brancos: Controlam a justiça e a filosofia da sociedade. São os pensadores.Cobres: Também chamados de Centavos, administram a burocracia e o Comitê de Qualidade.Azuis: São os viajantes e exploradores do universo.Amarelos: Estudam os medicamentos e as ciências.Verdes: Desenvolvem a tecnologia.Violetas: Os criativos. Considerados artistas da sociedade.Laranjas: Os engenheiros mecânicos. São os mais prestigiados da classe dos trabalhadores.Cinzas: Também chamados de Latões, garantem a ordem e a hierarquia nas sociedades.Marrons: Serviçais das tarefas cotidianas.Obsidianos: Também chamados de Corvos. Elite militar da sociedade, garantem a proteção dos Dourados.Rosas: São empregados e proporcionadores de prazer da alta sociedade.Vermelhos: As formigas operárias da sociedade. A capacidade física e mental dos integrantes dessa cor é imensurável.
Para realizar o desejo de Eo e de outras pessoas Darrow terá que se tornar um Ouro com um passado falso para entrar em um tipo de jogo em que os Ouros serão avaliados constantemente para no final ganharem patrocínios, lugares nas melhores academias e afins, ele precisa ser moldado para ser o melhor, nessa parte da história vemos que os Ouros são modificados internamente seja no quesito inteligência ou no quesito tendões mais resistentes, ou externamente, no quesito cabelos e afins, essa superioridade dos Ouros não é natural, é conquistada.
Para entrar é necessário inteligência, já na primeira passagem é uma peneira para só restarem os mais fortes, estes que serão divididos em casas com nomes de deuses e romanos (e coordenadas por esses mesmos) e jogados em uma área para serem analisados e montarem uma sociedade do início na marra, sendo que tem um monte Olimpo no qual ficam os deuses romanos (pois é) que controla tudo e manda ajuda na medida das necessidades.
Até por volta da página 200 a história não está no modo de necessitar ler a próxima página, a revolução de Eo não foi tão convincente para mim, mas foi bem utilizada para despertar o outro lado do Darrow. Toda vez que o Darrow mencionava a Eo dava vontade de dar uns tapas no livro pela dose de melosidade e também a quantidade de palavrões no início da história eram tão grandes que parecia que o autor queria esfregar na cara que os personagens Vermelhos não tem lá um grande vocabulário e que são inferiores na sociedade.
Depois de passar por essa fase não tão amigável de aturar, o autor mostra a que veio, cada coisa relacionada a sociedade e ao poder é mostrada de modo nu e cru, usando como inspiração para seus elementos e berço da república e democracia, que é o lado Grego, misturada com o berço da expansão e dominação do que é original dos outros, que é o lado Romano. Com o objetivo do nascer da humanidade posto neste "jogo", vemos os melhores Ouros da nação com por volta de 16 anos, com aparência dos caras de filmes gregos/romanos, usando seus instintos de liderança, influência e táticas para dominar os outros, como consequência eles se sentem obrigados a matarem, escravizarem os outros e afins. A descrição dos lugares que eles estão ficam vagas às vezes, pois tem horas que você imagina os fortes coisas pequenas só para caberem eles dentro, porém são verdadeiros muros de Troia.
O livro tem suas boas dosagens de ficção científica principalmente na questão dos apetrechos, geralmente usado na combinação de duas palavras, como por exemplo as gravBotas, que são botas anti-gravidade em que você pode ir nas alturas, muito utilizado seja no cotidiano de quem tem dinheiro para tê-las, ou pelos deuses romanos em terras gregas no tal joguinho.
O romance nesse livro tem dose mínima e bem mais para o início da história, as relações que surgem mais adiante são baseadas apenas na confiança. Os personagens não vieram para ser cativantes, mas acabam conquistando sua simpatia como a Mustang e o Sevro. No jogo não existe um lado certo ou errado, tem um lado com mais propina e mais inteligente que outro. Fúria Vermelha não veio para ser um livro bonitinho com personagens perfeitos, veio para ser um livro tapa na cara do que a sociedade é, e talvez uma crítica que a mesma nem começou de modo certo.