Tradução: Solaine Chioro
Editora: Suma
Páginas: 354
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Vencedor dos prêmios Nebula e Locus, Mestre dos Djinns narra a história da agente Fatma, que atravessa um Egito repleto de seres fantásticos para desvendar um assassinato. Nesta fantasia steampunk cujo cenário é um mundo árabe jamais colonizado, P. Djèlí Clark discute temas como colonialismo, sexismo e racismo em uma história cheia de suspense e ação.Cairo, 1912. Fatma el-Sha’arawi é a mais jovem mulher a trabalhar para o Ministério de Alquimia, Encantamentos e Entidades Sobrenaturais. Mas ela certamente não é nenhuma novata, ainda mais depois de ter impedido a destruição do universo no último verão.Após um assassinato envolvendo os membros da Sociedade Hermética de Al-Jahiz, irmandade secreta dedicada ao homem mais famoso da história, a agente é convocada para investigar o caso. Quarenta anos antes, al-Jahiz abriu o véu que isolava o mundo mágico ― trazendo os djinns, ou gênios, para a realidade humana ― e desapareceu sem deixar vestígios. Agora, o assassino alega ser o próprio al-Jahiz, que voltou para punir a sociedade moderna por suas injustiças sociais.Na companhia de Hadia, sua nova assistente, e de Siti, sua namorada e devota dos antigos deuses egípcios, Fatma precisará desvendar a identidade do impostor ― se é que ele é mesmo um impostor ― para reestabelecer a paz.
Mestre dos Djinns se passa uma Cairo de 1912 com criaturas fantásticas e não colonizada, tudo isso cercada em uma vibe steampunk.
Fatma foi a mulher mais jovem para trabalhar para o Ministério de Alquimia, Encantamentos e Entidades Sobrenaturais e atualmente ela já tem alguma experiência nas costas e ainda assim não tem muitas mulheres como colegas de trabalho.
Após um assassinato em massa envolvendo membros da Sociedade Hermética de Al-Jahiz - irmandade dedicada a uma figura quase mítica que abriu um véu que trouxe os djinns para esse mundo há 40 anos e desapareceu - ela é convocada para investigar e ganha uma assistente à tiracolo nessa investigação.
E as coisas ficam mais interessantes quando supostamente o próprio Al-Jahiz volta e ele é o culpado por esses assassinatos, além de querer fazer umas punições à sociedade.
Gosto bastante da estética steampunk e pelo tanto de gente que leu esse livro e marcou no Skoob só consigo criar uma teoria de que o gênero faz zero sucesso no Brasil, pois ele está no balaio das fantasias adultas que são recheadas de referências culturais de uma região (como A Cidade de Bronze, Cidade de Jade e O Trono de Jasmim) e simplesmente ninguém está lendo o coitado.
No início do livro tive um pouco de dificuldade para pegar um bom ritmo de leitura, pois não estava considerando ela tão fluida no início, mas depois consegui me adaptar bem à escrita do autor.
Não li muitos livros com a mitologia dos djinns (além desse no momento só consigo lembrar de A Cidade de Bronze) e essa mitologia é muito interessante para ser lida, além de render uns personagens muito interessantes como Zagros e a namorada da Fatma, a Siti, sim tem romance sáfico com um pézinho no monster romance rolando por aqui em segundo plano.
A resolução do mistério do livro gira bastante em torno dos temas centrais do livro: colonialismo, sexismo e racismo, a megalomania do vilão só podia ser alguém que se relacionasse com o colonialismo mesmo.





