Editora: Paralela
Páginas: 272
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Um romance divertido, ousado e emocionante, que prende o leitor até o final e continua com ele bem depois de a última página ser virada.Diego espera tudo de ruim dos próprios parentes, mas tudo mesmo. Que o pai tenha uma segunda família. Que a mãe comande um esquema de tráfico humano. Que o irmão lave dinheiro. Por serem versados em todos os crimes do manual da família tóxica, Diego decidiu ser gay bem longe deles. E tudo vai muitíssimo bem, obrigado.Porém, às vésperas de uma viagem aguardadíssima com amigos, seu irmão aparece implorando por um favor: que Diego seja babá dos três sobrinhos por um final de semana, crianças com as quais ele nunca conviveu. De olho na grana que o irmão promete pagar e acreditando piamente no seu potencial como tio, ele aceita a proposta sem imaginar que os pequenos são, no mínimo, peculiares.O que a princípio parece moleza, mesmo envolvendo uma gata demoníaca, um amigo imaginário e um porteiro potencialmente sádico, acaba se revelando um desafio quando Diego percebe que terá que revirar seus sentimentos e provar que pode dar conta do recado, sem perder o rebolado que apenas um tio gay é capaz de manter.
Diego tem uma relação quase inexistente com a família dele, a única pessoa com quem ele mantém algum contato é o irmão que geralmente só aparece para pedir favor, e é isto que Diogo faz exatamente quando Diego tem planejado um final de semana em Arraial do Cabo com seus amigos.
O favor que Diego deve fazer dessa vez é olhar os seus três sobrinhos - que por conta de não ter relação com eles para decorar os nomes, ele apenas chama de Diogo 1, Diogo 2 e Diogo 3 - durante o final de semana, e como ele é um grande alma caridosa (tradução = receberá muito bem por isso e terá um cartão com limite altíssimo livre para as necessidades), ele aceita fazer esse favor e ficar longe de seus planos.
Gosto de como Gay de Família pega o clichê que o Pedro Pascal está aproveitando a rodo: criança com uma figura paterna improvável, e coloca um gay como essa figura, tudo isso com um humor todo versado no deboche rolando de página a página. No início tive uns probleminhas com a fluidez da narrativa, mas depois o negócio empolga que é uma beleza.
Já vi muita gente reclamando em outros livros LGBTQIA+ mais sobre esse ponto e acho bom mencionar aqui, existe em Gay de Família umas várias referências à cultura pop (especialmente às divas pops nacionais) e outras referências de vivência, que se você não for uma pessoa LGBTQIA+ e for um twitteiro da vida acredito que ainda consegue pegar muita coisa do que está rolando, um bom teste drive para ver se você vai entender as coisas ou gostar do tom é conferir o título dos capítulos do livro!
Na questão do drama, gostei de não ter aparecido todos os parentes do Diego, só os que merecem alguma redenção ou que não tinham nada a ver com esses dilemas, pois seria muito drama e trauma para descascar em um livro que tem o foco em ser divertido, além de ser uma história bem objetiva com menos de 300 páginas.

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