Tradução: Vitor Martins
Editora: Suma*
Páginas: 360
Avaliação: ⭐⭐⭐
Sinopse: Épico espacial repleto de intrigas políticas interplanetárias, de romance e de personagens inesquecíveis, o brilhante e envolvente livro de estreia de Everina Maxwell é best-seller do Sunday Times e tem tradução de Vitor Martins (autor de Quinze dias e Um milhão de finais felizes).Príncipe Kiem, neto da Imperadora de Iskat, é um jovem que nunca precisou provar seu valor. Agora, no entanto, ele é intimado a fazer algo de útil: casar-se com conde Jainan, representante de Thea, para impedir que o planeta vassalo inicie uma rebelião contra o Império. A situação, porém, não é tão simples quanto parece. Jainan já havia se casado antes, com o primo de Kiem, o que garantiu por um tempo o elo entre Thea e Iskat, mas algo deu errado: seu marido morreu em um trágico acidente.Kiem não quer se casar. Jainan não quer um novo marido. Mas, uma vez juntos, eles terão de enfrentar as intrigas da corte, as maquinações da guerra e os ecos do passado, em uma conspiração que pode acabar com tudo o que acreditam. O par improvável entrará em uma jornada épica para salvar o império – e a si mesmos.
Esse ano eu tive umas boas leituras de livros que se passam no espaço e que foquem bastante no romance e foi essa a razão para eu ter ficado bem empolgada com o lançamento de Órbita de Inverno, mas acabou que fiquei satisfeita com poucas coisas durante a leitura.
O Príncipe Kiem foi jogado para um casamento arranjado com o conde Jainan, que está lidando com um luto recente por ter perdido seu marido há poucos dias (que inclusive é parente de Kiem!), tudo isso por conta da busca da Imperadora em manter uma boa relação com Thea. De cara muitas coisas dão errado, seja a falta de sintonia dos recém casados, a burocracia para aceitação da união dos planetas com esse casamento e a investigação do que rolou com Taam, o primeiro marido de Jainan.
Geralmente eu gosto bastante de histórias que tenham um foco na política (seja do reino/da cidade/do planeta e etc), Órbita de Inverno foca bem nisso, já que começa com a proposta de um casamento político, mas eu nem estava muito ligada nesse ponto, não estava me importando em nada com as consequências do casamento não ser aceito e começar uma guerra, o máximo de interesse que eu tinha nesse ponto era descobrir o que é que aconteceu com Taam.
Dos dois personagens principais de Órbita de Inverno só me importei com o Kiem em quase todo o livro (se eu for mais exata talvez eu só tenha me importado com o Jainan só em 2% do livro??), Kiem é bem habilidoso com as pessoas e não consegue enxergar o seu valor, enquanto Jainan é um personagem preso e introvertido, em que poderia ser usado os capítulos focados nele para ter uma noção do que passa na sua cabeça - já que é difícil para ele usar as palavras - mas isso rola muito pouco, ele só fica soltinho em tipo 2% do livro e se isso tivesse ocorrido um pouco antes teria dado um bom refresco na leitura.
Talvez o ponto alto para mim nesse livro, seja o modo que o mundo foi criado para ser visto com naturalidade na sociedade deles um casamento com propósito político que fosse aquileano (entre dois personagens masculinos, não é dito com todas as letras se eles são gays, bissexuais ou pansexuais), não há pressão alguma na imprensa ou entre políticos e por consequência não há nenhum gatilho de homofobia em Órbita de Inverno, há também o ponto das pessoas indicarem qual o seu gênero à partir de acessórios para não acontecerem confusões e até aparece mais de um personagem não-binário nas reuniões políticas.
Órbita de Inverno foi uma leitura meio chata que quebrou a minha onda de leituras empolgantes que se passam no espaço com um bom foco no romance, mas pelo menos ainda consegui aproveitar algumas coisas.
*E-book cedido em parceria com a editora via Netgalley.

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